Tubo de Ensaio – 1ª Edição

“Não sei, só sei que foi assim”. A frase do célebre personagem Xicó, em O Auto da Compadecida,  dá conta de expressar o que foi, ao meu ver, a primeira edição do Tubo de Ensaio. Me esforcei ao máximo para permitir que as coisas acontecessem, sem tentar direcioná-las. Ao mesmo tempo em que tentava estar atento para “segurar” o que parecia ser merecedor deste esforço. E assim foi. E neste ido, claro, se perde muita coisa (sempre se perde!). Mas a palavra vícios, que virou bordão em nossos ensaios, era sempre lembrada por mim, no sentido de tentar evitá-los. Mas eles estavam ali, claro, os vícios cênicos. Contudo, discriminar entre vício e referência, entre memória e dependência, é nada fácil.

Acredito que as criações para o próximo Tubo, ainda sem data, precisam ser mais intensivas. Sacudir o corpo todo (que inclui a mente, é sempre bom lembrar…), e com força, de modo que só permanece preso o que for da alma… Aliás, corpo, alma, mente, palavras a serem pensadas…

Não sei, sei que foi assim…

4 comentários em “Tubo de Ensaio – 1ª Edição

  1. Não assisti a nada ainda do grupo e vi este vídeo… que coisa gostosa ver esta fusão fluindo… jogo bom, aberto, provocando novos olhares. Lembrou-me um espetáculo da tendência “novo circo” francês que vi em maio de 2011 no Túlio Piva e de vários trabalhos gostosos que vi nos Festivais de Teatro de Bonecos de Canela nos anos 90… Irreverência e brincadeira! Parabéns e vida longa a este grupo em Porto Alegre!!! Rita Maurício (colega da Kalisy no grupo Cerco).

  2. Oi Rita!
    Obrigado pelo comentário.
    Estamos pesquisando, experimentando. Esse projeto, o ‘Tubo de Ensaio’, terá mais uma edição em breve. Mas, por enquanto, tens a chance de nos assistir neste final de semana, no Túlio Piva: sexta, sábado e domingo, às 20 horas, com entrada franca, no espetáculo ‘Coisarada’.
    É sempre bom ter o retorno de quem nos vê, ainda mais quando de uma colega.
    Abraço!

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